Os CMEIs CAIC, Tia Ceiça e Mansão do Silêncio realizaram atividade com os pais e responsáveis com a participação de psicólogos do Núcleo de Apoio aos Estudantes e Familiares (NAEF) e do Conselho Tutelar

Os profissionais dos Centros Municipais de Educação Infantil de Gravatá, do Núcleo de Apoio aos Estudantes e Familiares (NAEF) e do Conselho Tutelar estiveram reunidos, na segunda (07), com pais e responsáveis de alunos matriculados nos CMEIs CAIC, Mansão do Silêncio e Tia Ceiça.

De acordo com Rubenildo Moura (Foto: Nilson Silva/SECOM), secretário executivo de Educação de Gravatá, “Hoje aconteceu o encontro das famílias para trabalhar o Projeto Integrador Saúde e Bem-estar, com o tema: uso excessivo de telas. Participaram dessa atividade os psicólogos do NAEF, com uma palestra direcionada aos pais sobre o uso excessivo das telas e que isto pode produzir mal à saúde das crianças e ao seu desenvolvimento. Na ocasião, foi entregue aos pais e responsáveis material educativo de caráter orientativo elaborado de acordo com o ECA DIGITAL. E por fim, o Conselho Tutelar teve uma ação junto aos funcionários do CMEI sobre o uso da imagem das crianças nas redes sociais”.
Fabiana Torres, coordenadora pedagógica do CMEI Mansão do Silêncio, complementou que “a gente está trabalhando o uso de telas consciente, principalmente no contexto de hoje, quando as crianças têm cada vez mais acesso a televisão, a tablet, ao celular, então esse momento é uma conscientização para o uso consciente das crianças, trabalhando família e instituição para que juntos possamos conscientizar as crianças de fazer esse uso limitado. Estão participando aqui hoje as famílias de nossas crianças atendidas, como também todos os funcionários da instituição, porque nós precisamos também caminhar junto com essas famílias para que esse uso da tecnologia seja consciente desde criança, para que não seja desenfreado esse uso. O psicólogo está justamente para trabalhar essa questão da saúde mental, no uso da tecnologia, no uso consciente dessa tecnologia, e o Conselho Tutelar também para falar do novo ECA, que aí é o Estatuto da Criança e do Adolescente que hoje está sendo inserido nele justamente esse contexto da conscientização do uso das telas para que a criança saiba usar moderadamente, porque é inevitável a tecnologia tá aí, faz parte das nossas vidas, mas a gente precisa ter a consciência do uso moderado, principalmente na infância”.
Adriana Simões, coordenadora pedagógica do CMEI CAIC, também orientou sobre o tema trabalhado nesta segunda (07). “Hoje estamos com as famílias e com os psicólogos do NAEF da secretaria para abordar sobre o bem-estar da criança e a preocupação com o uso de telas, porque hoje em dia muitos pais, para se sentirem à vontade, deixam seus filhos para ficarem usando telefone, sem dar uma hora determinada, então o uso das telas está prejudicando muito a parte cognitiva e viemos trazer conhecimento para os pais, para eles compreenderem que o uso de tela exageradamente vai prejudicar a saúde mental do filho”.
Jaciene Severina, dona de casa, é mãe de uma das alunas do CMEI CAIC. “Achei esse evento interessante, para a pessoa ter conhecimento, para aprender quando a gente estiver em casa com as crianças tirar as telas deixar as crianças mais à vontade com brinquedo, que hoje em dia é mais difícil, porque a maioria das mães em casa deixam o celular com as crianças para poder fazer as coisas domésticas. É sempre uma experiência boa a pessoa aprender e ver das outras pessoas que não é só uma, mas todas que passam por isso, que tem dificuldade com as telas e deixar as crianças em seus lugares, em frente à televisão, é mais complicado. Eu já tiro mais ela do tablet, não deixo ela no celular, deixo às vezes no tablet, quando coloco de castigo tiro o tablet também e ela é pequena, mas eu já ensino as obrigações dela, contribuir, ir aprendendo a fazer as obrigações dela, porque ela faz a maior bagunça dentro de casa e eu sempre digo se vai brincar, depois ajeite e ela está aprendendo a fazer isso. Já estou ensinando desde pequena e o tablet eu evito mais para ela não ficar muito viciada”.
Janiele Vieira de Souza, autônoma, também é mãe de aluno e ela aprovou o evento. “Esse evento faz a gente ficar mais perto dos nossos filhos, com relação aos telefones. Isso me ajudou no sentido que meu filho fica muito no telefone e é preciso botar horário determinado para eles assistirem, por exemplo a questão de uma hora, mas sempre ficar monitorando ele. Isso ajuda muito os pais, a gente vê que hoje muitas crianças estão muito em telefone, então isso realmente ajuda o que vocês estão fazendo aqui, vai nos ajudar bastante. Eu acho que a prefeitura acertou nesse tipo de evento justamente para nós que somos pais”.

Reportagem: Ana Paula Figueirêdo
Fotos: Ednaldo Lourenço (SECOM) e cortesia CMEI Tia Ceiça