Oficina discutiu violência contra a mulher, respeito e diversidade racial, com palestra e dinâmica sobre o tema dentro da campanha Agosto Lilás

Estudantes universitários participaram da palestra “Mulheres negras em tons de liberdade”, realizada pela Prefeitura de Gravatá, por meio da Secretaria da Mulher, na noite da quinta (20), como parte da programação da campanha nacional Agosto Lilás.

A palestra foi ministrada por Joyce Melissa, gestora e diretora de Cidadania e Diversidade na pasta, que apresentou fala técnica sobre o tema e realizou dinâmica com o público presente.

Daiane Azevedo da Silva, auxiliar administrativo e estudante de fisioterapia, considera que é importante a prefeitura trazer esse tipo de diálogo para a sociedade. “Todos os ciclos sociais estão sujeitos a sofrer tipos de violência, seja doméstica, patrimonial, psicológica, entre outras também, então é muito importante, porque atinge um grande número de pessoas, não é apenas um ciclo em específico, mas, em modo geral, todos. É realmente até onde tem que alcançar, ainda mais focando na mulher em si, já que é um público atacado, um público que está sempre à mercê na sociedade, então a mulher, quando vista assim, ainda mais pelo município, ela consegue ter mais visualização dentro do ciclo social em si”.
Lucas Lopes, auxiliar de restaurante e também estudante de fisioterapia, acredita que o respeito tem que ser de todos para todos. “A violência contra a mulher é um tema que a gente sabe que é um tema bem delicado de se falar, assim como qualquer outro tipo de violência, e a gente sabe que ele tem que ter a proporção que ele realmente tem. Realmente é algo bastante importante, esse caso vir à tona, e todo mundo ter o acesso, pelo menos que básico, a entender o que é a violência à mulher, como ocorre, como a gente pode precaver ela e combater, mas mais importante, precaver. O respeito que a gente tem, na verdade, é um estigma da sociedade, a gente tem que tratar esse respeito, não é algo que a gente precisa fazer porque é a nossa obrigação, a gente tem que vir com o respeito já como um fundamento. O respeito é algo nosso que já vem de base, não só pela violência contra a mulher, porque a gente sabe que tem bastante violência por aí”.
Reportagem: Ana Paula Figueirêdo
Fotos: Ednaldo Lourenço (SECOM)