Projeto trabalha autoestima, ancestralidade, reconhecimento étnico, diversidade e respeito ao próximo em encontros realizados com crianças e adolescentes

Estudantes da ODIP, de 8 a 12 anos, viveram a culminância do projeto-piloto Aqualtune Baby, realizado pela Prefeitura de Gravatá, por meio da Secretaria da Mulher.

A iniciativa integra o programa Aqualtune, criado com o propósito de promover o resgate da ancestralidade, o fortalecimento da autoestima e o reconhecimento étnico entre as participantes.

Durante cinco encontros, as meninas participaram de atividades com diferentes temáticas. Os momentos abordaram autoestima e reconhecimento de si; diversidade dos cabelos; empatia, em que as participantes escreveram cartas destacando características que admiravam umas nas outras; cuidado e respeito ao próximo; além da reflexão sobre a expressão “cor da pele” e, no último encontro, a diversidade étnica presente no Brasil.

No encontro de encerramento, as participantes conheceram diferentes grupos étnicos e refletiram sobre os conceitos de pessoas negras, pretas, pardas, indígenas e quilombolas. A atividade marcou a conclusão do primeiro ciclo do Aqualtune Baby e serviu como experiência-piloto para a ampliação do projeto a outros espaços de convivência e organizações sociais de Gravatá.

Aqualtune – Princesa do Reino do Congo, que, segundo relatos históricos, teria liderado um exército antes de ser capturada e trazida para o Brasil como escravizada. Em território brasileiro, teria participado da organização de uma fuga de africanos escravizados para a região que posteriormente ficou conhecida como Quilombo dos Palmares. Aqualtune é também reconhecida como avó de Zumbi dos Palmares e como uma importante referência feminina na história da resistência negra.
Reportagem: Ana Paula Figueirêdo
Fotos: Ednaldo Lourenço (SECOM)