Equipe da Secretaria da Mulher de Gravatá tem reforçado a importância da informação, da denúncia e da rede de proteção existente às mulheres

A palestra “Rompendo silêncios, o laço que nos une”, promovida pela Prefeitura de Gravatá, por meio da Secretaria da Mulher, chegou ao distrito de Russinha na manhã da quinta (06). A atividade foi realizada na Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade e conduzida pela assessora jurídica da pasta, July Karen.

Durante o encontro, foram apresentados os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, os canais de denúncia e a rede de proteção disponível no município.

A proposta da ação foi incentivar o conhecimento sobre os direitos das mulheres, fortalecer o acolhimento às vítimas e estimular que cada participante se torne multiplicadora das informações em sua comunidade.

A agricultora Maria Simone Olívia de Santana destacou a relevância do momento para alertar as mulheres sobre a importância de identificar situações de violência e buscar ajuda. “Achei essa palestra muito especial, porque agressão não pode. Quando a gente vê uma agressão é para fazer o sinal e alertar. É muito importante para as mulheres essa palestra. Tem muitas mulheres que já passaram por isso, ou que ainda estão passando.”
Já a agricultora e diarista Maria Auxiliadora da Silva ressaltou que o acesso à informação é fundamental para romper o ciclo da violência. “Achei essa palestra maravilhosa. A gente estava sem entender, não sabia o que era a Lei Maria da Penha, então foi bom a gente começar a entender o que é certo. Quando a gente não tem informação, não tem como agir. Muitas vezes a mulher passa pela violência sem saber o que deveria fazer.”
A assessora jurídica da Secretaria da Mulher de Gravatá, July Karen, explicou que a iniciativa integra a programação do Agosto Lilás e reforçou a importância de levar esse debate para diferentes localidades do município. “Nós iniciamos o Agosto Lilás, que é o mês inteiramente dedicado à conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. É muito importante estar presente nesses espaços para levar informações que a população precisa conhecer, entendendo os tipos de violência e fortalecendo uma atuação mais efetiva no papel de conscientização. A palestra foi ótima e eu costumo dizer que é mais uma roda de conversa. Há uma troca de experiências, de vivências e de exemplos para que as pessoas consigam compreender os tipos de violência e se tornem multiplicadoras dessas informações em todo o nosso município.”
Reportagem: Ana Paula Figueirêdo
Fotos: Ednaldo Lourenço (SECOM)