Iniciativa da Prefeitura promove debate sobre discriminação racial, LGBT e valorização dos trabalhadores que atuam diretamente com a população

Todo mundo tem direito de existir. Cada ser humano tem a sua identidade, seu jeito, gostos, cor, orientação sexual, mas isto por muitas vezes é usado como forma de rebaixar outra pessoa.

A Prefeitura entrou em contato com a Via Ambiental, empresa responsável pela limpeza do município, para ministrar uma formação com agentes ambientais, coletores, fiscais, motoristas, entre outras funções, na manhã da quinta (30).


O tema da formação foi “Coletando respeito”, ministrada por Alana Sena, diretora de núcleo LGBT na Secretaria da Mulher, e Joyce Melissa, diretora de Promoção de Igualdade Racial da mesma pasta. De acordo com Alana, “nós identificamos a necessidade de oferecer essa formação aos profissionais da coleta, pois eles lidam diretamente com o público e enfrentam discriminação. Queremos promover respeito e ampliar a consciência sobre preconceitos, incluindo questões raciais e LGBT. Reconhecemos que esses trabalhadores também sofrem ofensas pela desvalorização de sua função. Entendemos que essa realidade se conecta às discriminações vividas por outros grupos sociais. Por isso, buscamos orientar, apoiar e conscientizar esses profissionais para lidarem melhor com essas situações no dia a dia”.
A Prefeitura procurou Bárbara Luz Nogueira, gerente de contrato da Via Ambiental, para abrir um espaço na agenda da empresa para falar com os funcionários sobre a temática. “Nós tivemos um desentendimento entre um fiscal nosso com um contribuinte na rua e esse contribuinte procurou a prefeitura para que fosse tomada uma atitude sobre o caso, daí localizamos quem era o fiscal, já conversamos e depois desse ocorrido nós pedimos para a Secretaria da Mulher vir dar uma palestra sobre preconceito racial e homofobia. A gente trabalha com um pessoal com mentalidade mais arcaica digamos assim, estamos no interior, onde também tem mais esse preconceito com tudo e com todos, então era importante alguém que tem autoridade para falar, porque eu sou gerente, eu não entendo tanto do tema e eu não estou por dentro das políticas que existem sobre isso e o pessoal da Secretaria da Mulher tem uma capacidade técnica para explicar sobre isso. Acho que é muito válido trazer informação, pois quanto mais informação a gente puder trazer para eles, é bem melhor”.
Amaro João dos Santos é agente de limpeza e gostou da iniciativa. “Foi bom demais, às vezes o preconceito está dentro da nossa própria casa e a gente fecha o olho. E por isso muitos jovens fazem besteira contra si mesmo porque não está sendo aceito na própria família, imagina na sociedade”.
Wesley Thiago, agente de limpeza, também aprovou a formação. “Achei bem interessante, porque foi abordado um ponto que pouca gente discute e eu aprendi muita coisa”.
Reportagem: Ana Paula Figueirêdo
Fotos: Ednaldo Lourenço (SECOM)